Nunca foi tão importante valorizar a ciência. Quem faz ciência são pesquisadores, que em países como o Brasil, sofrem com poucos recursos financeiros e apoio governamental.

A pandemia trouxe holofotes à necessidade de se investir em pesquisas já que tornou-se prioridade mundial a descoberta de vacinas contra a covid-19 e no próprio cientista, mas também a própria realidade da transformação dos meios de comunicação, dos hábitos de vida, da automação de muitos processos que antes eram desenvolvidos só pelos homens e cada vez mais, estão sendo substituídos pelas máquinas e eletrônicos. A mesma ciência tem evidenciado a importância das emoções e da natureza no bem-estar e saúde das pessoas.
A escola, os pais e os especialistas podem fazer deste dia um momento de reflexão e valorização aos trabalhos, esforços científicos que geraram progresso e melhoria da qualidade de vida. Podem se informar dos cientistas já reconhecidos, mas por que não, daqueles não menos importantes, no entanto menos em pauta.

Idelisa BonnellyVocê já ouviu falar da Idelisa Bonnelly, uma bióloga marinha, que além de ter grandes feitos em seu país, República Dominicana, recebeu prêmios como a Medalha Marie Curie da Unesco e o Global 500 Roll Honour das Nações Unidas? Podemos ir para trás no tempo e reconhecer Matthew Fontaine Maury, americano (1806-1873)um dos primeiros a fazer pesquisas no rio Amazonas e contribuiu muito para a meteorologia e oceanografia, além de ter um currículo de deixar qualquer um perplexo. E o físico, astrônomo, poeta, matemático e diplomata,  o qual foi precursor da teoria atômica e ainda declarou que não havia atmosfera na lua (permitindo uma melhor compreensão do conceito da Força)? Sim, este foi o Roger Joseph Boscovich, nascido e falecido no séc. XVIII, que corajosamente mostrou um “limite clássico” na lei de Newton sobre a gravidade; foi jesuíta, serviu ao papa e muito mais!

É interessante pensar que o que sabemos hoje é decorrência das descobertas de cientistas anteriores. E que se não houvessem estes pesquisadores do passado nossa vida, com certeza, não seria a mesma.

A ciência é um exercício de generosidade, compartilhamento e paciência, pois mostra o quanto precisamos do outro e de muitos para o conhecimento tornar-se consistente e promotor.  Até novos futuros descobrimentos, pois assim é o fluxo da vida!

 

Referências:
1-Boscovich,R.J. A theory of Natural Philosophy.Latin-English Edition.Chicago/London:Open Court Publishing Company,1922.
2-Mitpress.mit.edu
3-Wikipédia